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Sobre o storytelling

por Cristina Nobre Soares, em 17.02.17

Volta e meia fazem-me perguntas sobre essa coisa do “storytelling”. Como é que se faz, o que é preciso. Assim à laia de me pedirem uma receita. Eu digo que não há receita nenhuma. Nem sequer sei ensinar como se faz. E digo: imaginem que por alguma razão o homem tinha deixado de andar nas duas pernas. Que tinha evoluído para rebolar, embora conservasse as duas pernas. Um dia, por algum acaso, um indivíduo levantava-se e corria cem metros. Um feito formidável, um sucesso. Assim, nas duas pernas, é muito melhor, diriam os outros. Então pediriam: ensina-nos a correr como tu. E ele começaria a dar cursos de “bipeding” onde os humanos aprenderiam a levantar-se e a andarem. E toda a gente sairia do curso a andar nas duas pernas, espalhando a boa nova. Assim, tipo Lázaro, mas em vivo. Percebem a ideia? Ensinar uma criatura humana a contar histórias é a mesma coisa. Toda a gente o faz. Mas uns correm a maratona e outros coxeiam. É a vida. E não há cursos que nos safem.

p.s. Eu tenho uma espécie de pé chato. Deve ser por isso que escrevo aos bochechos.

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