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Serpentinas

por Cristina Nobre Soares, em 13.02.18

Lá ao fundo vêem-se os vultos dos homens que vieram pescar. Esperam, com as canas enterradas na areia. Há famílias que passeiam com as crianças mascaradas, passa um miúdo com um pijama preto e um capacete de Darth Vader. Leva um rolo de serpentinas na mão. Agora não as gastes todas de uma vez, dizia-me a minha mãe. Eu segurava uma argola entre o indicador e polegar e levantava-a bem alto para que o vento a desenrolasse. E ficava a ver aquele canudo de uma qualquer cor desbotada a esticar-se até que perdesse por completo a forma de hélice. Fazia isso com todas as argolas para que se embaraçassem umas nas outras. Depois soltava-as e ficava a vê-las afastarem-se numa dança que as transformava um único novelo. Pronto, já as gastaste todas num instante! Isso assim tem piada nenhuma! O meu novelo de fitas de papel a prender-se debilmente numa esquina de passeio e a desenrolar-se de novo. Tinha, tinha muita piada.

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