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Rosmaninho e alecrim pelo chão

por Cristina Nobre Soares, em 10.09.17

 

Vir cá fora, logo de manhã, já pede um agasalho. É um frio ainda tímido. Tenho ideia que há um ano, por esta altura, escrevi qualquer coisa semelhante. Sei que foi por esta altura porque havia festa na vila. Os Domingos de festa acordam sempre com um silêncio cansado, mas é breve, daí a pouco devem ouvir-se os sinos e os foguetes. A procissão deve ter sido ontem. Não passa perto da minha casa, também se passasse eu decerto que não a iria ver à janela, apesar de dizer umas horas antes: a ver se é este ano que vejo a procissão passar. Eu digo que vou fazer muita coisa que acabo por não fazer. Mas a verdade é que não ligo nenhuma a procissões, não sei porque digo isto. Deve ter-me ficado de pequena, quando o meu pai punha o "single" do João Villaret a dizer “A procissão” do António Lopes Ribeiro. Eu gostava muito e cantarolava aquilo, muito trapalhona. Era muito pequena, tão pequena que só me lembro disto da minha mãe contar. Já se ouve algum movimento na rua. Não tarda, tocam os sinos. Mas não há rosmaninho, nem alecrim pelo chão

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