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Que mala levarias?

por Cristina Nobre Soares, em 13.12.16

Sou daquelas pessoas que tem pena de não ter vivido noutros países. Como experiência. Como apeadeiros para aprender coisas diferentes. Mas que, como bons apeadeiros, me permitissem regressar sempre que quisesse, sempre com o voltar a casa por cima do ombro. Talvez ainda isso ainda me esteja destinado, sabe-se lá. E penso que, num mundo cada vez mais globalizado, isto ainda faz mais sentido. Mas também acho que se doura muito a pílula quando se fala de emigração. Porque muitas vezes esta tem uma moeda de troca emocional pesadíssima, que torna o prato da balança da experiência de vida e da aprendizagem dolorosamente mais leve. Partir porque queres é uma coisa. A mala é feita à medida. Partir porque não tens grande escolha é outra, porque quando isso acontece descobres não há malas suficientemente grandes para levar uma vida inteira. E as novas vidas também são feitas do que já foi.

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1 comentário

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De Cecília a 14.12.2016 às 11:24

e ficar numa zona do país quando se nasce noutra ( e desta se tem saudade) porque se precisa é igualmente duro, por muitas visitas que se façam.
ser migrante neste retângulo também é penoso.

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