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Pensar no impossível

por Cristina Nobre Soares, em 12.03.17

Houve um tempo que eu fazia muitos quilómetros de carro. Às vezes regressava a casa já pela noite dentro. E eu, que nunca gostei de conduzir, aprendi a gostar dessas viagens, desses regressos de horas de silêncio. Fiz muitos planos durante essas horas ao volante. Mas planos disparatados, daqueles que sabemos ser impossíveis de concretizar. Até porque a piada de fazer esses planos é sabermos que nunca vão acontecer, porque servem apenas para serem pensados. E é libertador fazê-los. É um flirt com uma vida que nunca passará mais do que uma noite na nossa cama. Não temos nada a perder com esses planos. Amanhã já não nos lembramos deles. Nunca mais nos voltamos a ver. Nem é suposto. Só temos de ficar com a sensação que nos causaram. Uma loucura sem consequências. Pensar no impossível é isso: uma espécie de loucura em ampolas clinicamente testadas. Que se devem tomar uma vez ao dia, diluídas num copo com água,  para dar boas cores.

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