Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]


O senhor Leonel (memórias de um quiosque cor de laranja)

por Cristina Nobre Soares, em 03.03.15

Era o dono do quiosque da rua principal. Cor de laranja. Onde eu ia buscar a TV Guia e os maços de tabaco do meu pai e da minha irmã.  Lembro-me que era tão pequena, que tinha de me pôr em bicos dos pés para que ele me visse. Chamava-me Cristininha e no fim perguntava-me sempre se eu queria levar folhas. Cinquenta centavos cada, lisas, de quatro furos, com margens vermelhas.  São para os teus desenhos? Eu dizia que não. E não eram. Nelas escrevi as minhas primeiras histórias, sempre por cima das margens.  Hoje lembrei-me dele, quando me perguntaram se eu escrevia em cadernos de linhas. Respondi, não, detesto linhas e margens. E ri-me, que a memória tem destas coisas, mas gosto de folhas de quatro furos.

Autoria e outros dados (tags, etc)



Mais sobre mim

foto do autor


Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.


Arquivo

  1. 2017
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2016
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2015
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2014
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D

GA



google-site-verification: googledeb34756365df053.html