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O homem das castanhas

por Cristina Nobre Soares, em 31.05.17

Naquela tarde cheguei da Feira do Livro com a obra poética do Ary dos Santos. O meu pai olhou de soslaio para a chancela. Trocámos umas palavras azedas sobre política. Depois umas frases exaltadas, até que ficámos em silêncio, naquele silêncio que era sempre mais uma surdez, porque o ressentimento é surdo, não é mudo. Então, eu li-lhe o homem das castanhas. No fim, ele olhou para mim com aqueles olhos irónicos e esverdeados e disse-me, realmente ele escreveu poemas muito bons. Apesar de tudo. Eu podia ter retomado a discussão a partir do apesar de tudo. Em vez disso li-lhe outro poema. E depois outro. Até que a minha mãe nos chamou para jantar.

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De CD a 31.05.2017 às 16:27

Gostei muito! :)

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