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No dia em que o tempo ganhou mais uma fracção de segundo.

por Cristina Nobre Soares, em 01.07.15

A paciência não é uma das minhas virtudes. Não é. A pouca que tenho é resultado de um exercício racional, chamado respirar fundo, e que felizmente tem melhorado com a idade. Custa-me a espera, pois é uma espécie de suspensão de tempo, na qual apenas moram as nossas conjecturas e ilusões. E estas são donas de fortes raízes aéreas, com uma tenacidade fora de série, incapazes depois de ceder à realidade, por maior que seja a tensão que esta lhes coloque. Talvez por isso eu seja impaciente, por nos saber criaturas friáveis, facilmente reduzíveis a pó, quando despertamos. E hoje, no dia em que parece que o tempo ganhou mais uma parte de segundo, penso que a espera será sempre uma forma inútil de tentar comprimir a expansão do tempo que nos habita.

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