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Gingko biloba

por Cristina Nobre Soares, em 13.04.15

Foi a única árvore que alguma vez plantei. No quintal da frente de uma casa onde vivi. Era uma arvorezinha raquítica, com meia dúzia de folhas, sem piadinha nenhuma. Perdi a conta às vezes que tive de explicar o porquê da teimosia em plantar aquilo. Contava sempre a mesma história: que depois da bomba de Hiroshima, a Gingko biloba foi primeira espécie a florescer, tornando-se assim um símbolo de resiliência, de esperança. Daí o meu fascínio por esta espécie, também pela forma tão diferente das folhas, o amarelo comovente com se revestem na senescência, por ser um fóssil vivo que nos recorda o quanto a nossa humanidade é impermanente na história do planeta. Era isto que eu dizia quando as pessoas me perguntavam o que era aquilo no meio do meu quintal. Riam-se. Pois sim. Uma árvore demora décadas a crescer. A vida também.

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3 comentários

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De numadeletra a 13.04.2015 às 11:21

Gostei do post.
(Só tive pena de no final não ter encontrada uma foto da Gingko biloba...).
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De Gaffe a 24.04.2015 às 12:09

Um dia tive de me despedir de uma árvore.
Tinham decidido cortá-la e no meio do nada, repleta de chuva, foi dizer-lhe adeus.
TFoi então que percebi que chove sempre em todas as despedidas.

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