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Gaivotas

por Cristina Nobre Soares, em 30.04.17

Na fonte da rotunda, em dias de chuva como o de hoje, juntam-se sempre muitas gaivotas. Nunca gostei de gaivotas, sempre me pareceram umas aves sinistras. Nem mesmo quando, algures durante a adolescência, se tornaram populares por causa do Fernão Capelo Gaivota. O livro quase que me matou de tédio. Mas como todas as minhas amigas achavam formidável, não tive coragem para lhes dizer que tinha achado o cúmulo da foleirice. Ainda para mais tinha acabado de descobrir que as gaivotas nada tinham de épico e que eram uma espécie de ratos com asas. Engraçado, não tenho medo de ratos, mas de gaivotas acho que tenho algum. Mas, apesar disso, e porque a adolescência é uma fase muito pouco dada à democracia e liberdade de pensamento na altura alinhei naquele endeusamento do Richard Bach, que eu confundia com o Richard Marx que cantava umas canções melosas, boas para a dor de corno e que passavam no Oceano Pacífico. Por acaso dessas canções melosas eu gostava. Que também eram muito foleiras. A coerência nunca foi o meu forte.

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