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F.

por Cristina Nobre Soares, em 03.02.15

E agora elas viviam felizes para sempre, disse-me, enquanto acabava de vestir a boneca dela. Eu olhei-a. Mas podem não ser, retorqui-lhe. Ela afastou o cabelo louro, liso, que eu tanto invejava e franziu o sobrolho. Isso é impossível. As pessoas no fim, acabam sempre a serem felizes. Eu encolhi os ombros.  E se morrerem antes? Antes de quê? Do para sempre. Ela revirou os olhos e atirou a boneca para cima da cama, brincar com bonecas é uma chatice.

(Chegas de Xangai daqui a uma semana. E trinta anos depois,  ainda não sabemos quem tem razão)

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