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Dos galões e das medalhas

por Cristina Nobre Soares, em 14.02.17

Tive uma tia que dizia que gostava muito de ver homens fardados. Ficam garbosos, dizia. Uma farda dá muita distinção. Um homem com uma farda vestida fica logo com outro ar. Ao longo da vida conheci muitas mulheres como a minha tia, incapazes de resistir a uma farda, fosse de que arma fosse. Até às de bombeiro. Nunca percebi esse fascínio. Os homens fardados sempre me pareceram todos iguais, só distinguidos pelo número e tipo de galões. Ah, mas os galões e as medalhas fazem toda a diferença, dizia a minha tia. E eu pensava que se calhar o fascínio também estava aí. Uma espécie de montra ao ombro e ao peito. Uma pessoa olha e sabe logo o valor e o mérito do outro. Não precisa de dar o benefício da dúvida: está tudo à vista. Há dias em que acho que se calhar era melhor andarmos todos fardados, com os nossos galões e as medalhas ao peito.Todos, mesmo aqueles que nos saíram no bolo-rei. Era coisa capaz de dar jeito e de poupar muito marketing de algibeira. E poupar a paciência de cada um, também.

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