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Do fogo

por Cristina Nobre Soares, em 10.11.16

O meu vizinho descarrega lenha a antecipar o frio do Inverno. Diz-me adeus e eu retribuo-lhe da janela. Empilha a lenha debaixo do telheiro, de uma forma cuidada, quase com respeito. As lareiras e o fogo exercem um fascínio sobre nós, que vai muito para além do aquecer. A relação entre os homens e o fogo é um laço de confiança. Em troca de o acendermos e alimentarmos, ele transporta-nos para um aconchego, aonde só chegamos de vez em quando. Um acordo platónico entre duas criaturas que não se podem tocar. Se se tocarem, um queima-se e o outro extingue-se.Talvez por isso dure desde o princípio da existência. No fundo, todas as histórias de amor são assim, inquebráveis antes do toque.

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