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Do amor e Michael Nyman

por Cristina Nobre Soares, em 02.03.15

Tínhamos vinte e anos e um jornal literário que mandávamos imprimir na  reprografia da faculdade, de três em três meses.  Nele havia uma coluna de critica de cinema. Desta vez, escrevo eu, disse-lhes, quero ir ver o Piano. Mas acabei por não ir. Na altura tinha um namorado que só via cinema de leste e que achava que o amor era uma coisa burguesa.  Na véspera, uma amiga minha, emprestou-me a banda sonora e fez-me um resumo do filme: Chamava-se Ada e era muda. Não era. Nessa noite vi um filme pela música de um piano, chorei uma emoção que só sentiria anos depois e escrevi sobre o silêncio. Na manhã seguinte terminei com esse meu namorado num café, perto do Marquês. Porquê? Perguntou-me. Eu suspirei e disse-lhe, porque não tenho paciência para cinema de leste. E sou uma burguesa.

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