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Das trovoadas

por Cristina Nobre Soares, em 12.10.16

Há pouco trovejou. Não gosto de trovadas. Não lhes vejo a beleza épica, que algumas pessoas descrevem. Há sempre campos abertos e passeios destemidos nas histórias delas. E dizem-me, com um certo ar de triunfo, ora, não mete medo nenhum. Eu encolho os ombros e digo, a mim mete. Mas por exemplo, eu não tenho medo de ratos. Isso é diferente, respondem. Talvez. Realmente, não ter medo de ratos é uma coragem de trazer por casa, daquelas que sai à rua de bata e chinelos. Não ter medo de trovoadas é coragem que veste bem, coisa com bom corte, comprada em loja cara. Até os medos têm classes sociais.

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3 comentários

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De Em busca da felicidade a 12.10.2016 às 15:41

E tem. Ou cada um põe o seu na classe superior.
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De Ana Brites a 13.10.2016 às 10:01

Concordo contigo, Cristina!
Os medos são medos e ponto final! Além disso um medo de bata e chinelos é um rela medo, porque a bata e o chinelo têm funções mui nobres e meritórias e nunca devem ficar atrás de um salto alto :)

Ana
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De Inês a 13.10.2016 às 12:34

Cada um com os seus medos. Trovoadas, ratos e outras bichezas, é na boa. Agora, aranhas!? Até só de escrever fico com saliva na boca e com o arrepio na espinha.

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