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Da psicologia das árvores II - As florestas de produção

por Cristina Nobre Soares, em 13.10.17

Entristecem-me as florestas de produção. Nelas as árvores são alinhadas em compassos, linhas rectas equidistantes e obrigadas a crescer num espaço exíguo. Por terem menos espaço têm de competir pela luz e tornam-se árvores mais egoístas, mais estreitas, de copas menos generosas. Demasiado iguais entre si. Lutam pela luz, sem a qual não sobrevivem. E tudo o que entra em modo de sobrevivência perde a poesia, definha num propósito comum que acaba por acaba por ser esquecido. A identidade precisa de espaço para crescer, para deitar olhos em redor. Nada se aprende e em nada nos tornamos quando lutamos por uma esguelha de luz.

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