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Da minha ida à Escola Raul Proença

por Cristina Nobre Soares, em 13.02.15

 

Eram quase quarenta. Entre os quinze os dezassete anos. Disse-lhes que não era professora de português, que não os ia ensinar a escrever, que ia apenas relembrar-lhes como se faz aquilo que toda gente nasce a saber fazer: contar histórias. Não é bem assim, disseram-me, é preciso ter jeito, um dom. Ri-me, não, não é preciso nada disso, só precisam de gostar de coleccionar, pessoas, momentos, detalhes, que é isto que faz uma boa história. Falámos de Linda Martini, de The Cure ( sim, ainda há miúdos que gostam disto), de U2 e de como um poema não precisa de ser uma coisa chata, cheia de métrica e rimas. Pedi para olharem para um Pollock e para se verem nele, mas isso são só riscos, disse-me um, pois são, respondi-lhe, e é mais ou menos isto que somos por dentro. E os avessos deles vieram  ao de cima, e sentados em cima das mesas escrevemos, todos, em voz alta. Perguntaram-me se eu hoje ia escrever alguma história. Disse-lhes que sim. E como é que vai começar? Sorri e respondi-lhes: Hoje o dia valeu a pena.

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2 comentários

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De Luis Eme a 14.02.2015 às 09:18

todas as boas histórias começam assim. :)
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De Cristina Nobre Soares a 21.02.2015 às 17:02

É verdade, Luis :)

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