Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]


Da geometria das histórias

por Cristina Nobre Soares, em 31.07.16

O meu pai foi dos melhores contadores de histórias que conheci. Até quando contava até à exaustão as mesmas histórias que eu e os meus irmãos crescemos a ouvir. Ao longo da minha vida conheci outros grandes contadores, capazes de me levarem de um ponto ao outro em linha recta, mesmo quando as histórias tinham floreados curvilíneos. Quase todos esses contadores eram homens, que falavam sobre aventuras, viagens e outros horizontes. Já as lengalengas, aprendi-as com mulheres. Os jogos circulares com as palavras. Como se o que a minha mãe e as minhas tias tivessem para contar habitasse um espaço fechado sobre si mesmo. Histórias sobre as várias formas de se fechar um círculo perpétuo. Rematados os detalhes do quotidiano. Quando eu pedia uma história de aventuras à minha mãe, ela respondia, cada um conta as histórias que conhece. E, talvez, com a geometria que o género lhe permita.

 
 

Autoria e outros dados (tags, etc)



Mais sobre mim

foto do autor


Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.


Arquivo

  1. 2017
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2016
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2015
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2014
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D

GA



google-site-verification: googledeb34756365df053.html