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Da falta de tempo

por Cristina Nobre Soares, em 28.03.17

Ontem, durante uma conversa na rádio (muito boa, por sinal) falou-se da crónica falta de disponibilidade das pessoas. Para variar, culpámos a falta de tempo. Mas eu tenho para mim que a falta de tempo, coitada, tem as costas largas. Todos acreditamos que fazemos coisas absolutamente importantes, fundamentais, cruciais, para a vida dos outros. E à conta disso passamos a vida a pormo-nos em bicos de pés, a gesticular e a gritar mais alto, mas sempre tudo de uma forma bonita e que de preferência brilhe muito. Tudo para que reparem em nós. Mas esquecemo-nos que a melhor forma de repararem em nós é gastarmos algum do nosso precioso tempo a repararmos nos outros. Porque a nossa importância mede-se num duplo sentido, numa relação um para um. Dá trabalho, é verdade. Mas a (boa) relação entre as pessoas não é coisa para preguiçosos, nem para agiotas do tempo (dos que cobram juros altíssimos pelo tempo que nos emprestaram). E penso que se calhar a culpa é mesmo da falta de tempo. Mas não da dos outros. Da nossa.

 
 
 

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