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Canícula

por Cristina Nobre Soares, em 22.05.17

Olho de relance para agenda. Esta semana que começa, mais me parece um mês inteiro. Suspiro. Lá fora está uma luz muito clara, mas acinzentada. E lembro-me da palavra canícula. A primeira vez que li essa palavra foi nas "Pupilas do Senhor Reitor". A minha mãe decidira que eu tinha de ler Júlio Dinis e deixou-me na mesa-de-cabeceira as Pupilas e a Morgadinha. Não gostei. E a minha mãe não gostou nada que eu não tivesse gostado. São clássicos, disse-me ela. Que sejam, não gostei. Durante muitos anos sempre que eu dizia a alguém que achava Júlio Dinis uma estopada acabava sempre por levar um sermão. Até que deixei de dizer, e, ao nome dele, limitava-me a sorrir. Um sorriso do género daquele que a minha mãe punha quando alguém dizia alguma coisa inconveniente. Um dia mais tarde voltei a tentar. Há aquela coisa dos livros se lerem de forma diferente consoante a idade. Neste caso não mudei de opinião. De qualquer das formas acho que a luz de hoje não tem nada a ver com canícula. O João Semana ia cheio de calor e levava uma sombrinha. Aqui o dia está frescote.

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1 comentário

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De Bruxa Mimi a 11.06.2017 às 16:39

Eu gostei de ler a Morgadinha e de, nas aulas de teatro, levar a palco as Pupilas. Mas não fiquei propriamente fã de Júlio Dinis.

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