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Bombons de ginja

por Cristina Nobre Soares, em 12.04.17

No supermercado, junto à caixa, há uma pilha de "Mon chéri". Estão em promoção por causa da Páscoa. Não gosto de "Mon chéri", sabem-me a bagaço. Bombons de ginja bons eram uns da Regina, embrulhados em papel de prata azul e branca, que o meu pai costumava comprar à minha mãe. Estes são para a vossa mãe, avisava-nos. Para reforçar a segurança a minha mãe guardava-os numa bomboneira de cristal, na última prateleira da estante da sala. Mas nem isso me demovia. Punha-me em bicos dos pés num dos tamboretes e levantava com muito cuidado a tampa, mas o raio da bomboneira denunciava-me sempre com um gemer agudo que se ouvia ao fundo do corredor. O que é certo é que valiam a pena a trabalheira e o ralhete que vinha depois. Ou se calhar valiam a pena por causa disso. Os gostos também se fazem daquilo que nos vale a pena lembrar.

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