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Avenida Carolina Michaëlis de Vasconcelos

por Cristina Nobre Soares, em 29.11.16

A pensar no rio e nesta mania que tenho em achar que a vidinha é um perpétuo estuário. Pensei em usar eterno em vez de perpétuo, mas acho as eternidades foleiras de tão branquinhas e imaculadas que são. E perpétuo dá um certo ar de pensamento sério, coisa encartada no dicionário Michaëlis. Curioso, a rua de quando eu era miúda entroncava na avenida Carolina Michaëlis de Vasconcelos, que tinha prédios cor-de-laranja e brancos. Uma amiga minha morava num desses prédios. Da marquise dela, se nos debruçássemos sobre o estendal, coisa que ela fazia para que a mãe não descobrisse que ela fumava, conseguíamos ver um pedacinho do rio, que ali já era estuário. Na altura não me parecia perpétuo, mas nesse tempo eu também não pensava muito na vidinha.

 
 
 

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