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A minha má poesia

por Cristina Nobre Soares, em 07.02.17

Tenho muita pena de nunca ter conseguido escrever um poema em condições. Mesmo pena. Fica-me sempre tudo a soar a postiço ou a segunda mão. Os meus poemas, depois de lavadinhos, torcem-se e só pinga sentimentalismo barato. Em cima da mesa fica um monte de palavras avulsas, a cheirarem a tanque, tão amarrotadas que só com goma conseguem sair à rua. E toda a gente sabe que tudo o que é engomado fica com ar emproado e parolo.Ninguém consegue ler poesia desta sem se coçar. É coisa que arranha muito nos ouvidos. E o pior é que fico com as mãos inchadas. O tanque e a minha má poesia fazem-me frieiras.

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4 comentários

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De gato riscado a 07.02.2017 às 19:22

mas este texto está bom!
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De mami a 08.02.2017 às 11:59

Desejamos e admiramos sempre aquilo que não temos ou em que somos menos bons... quiçá deveríamos fazer o inverso e valorizar e destacar aquilo em que somos brilhantes!
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De Luisa a 08.02.2017 às 12:22

Palavras amarrotadas podem até resultar muito bem. Como alguns tecidos leves, finos, que nos facilitam a vida e se usam descontraidamente. :)
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De CSD a 12.02.2017 às 20:41

Mas a prosa é muito boa.

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